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Zap Telecom: Do sonho do menino à conexão com o mundo

Foi durante uma viagem longa de carro que um menino, observando as rodovias que costuram o país ligando estados e municípios, teve uma visão: colocando a mão no chão, no meio da estrada, ele estaria de alguma forma, tocando em seu destino. A conexão entre ele e a cidade era aquela estrada que, ao mesmo tempo, era a ferramenta para chegar até lá. Nesse momento, ele imaginava uma rede espalhada pelo país que poderia ser a chave para conectar pessoas e diminuir distâncias físicas. Curioso e inventivo, ele vislumbrou essa imensa teia cobrindo as cidades, chegando a cada residência. Alguns anos depois, ele desenvolveu, aos 13 anos de idade, seu primeiro software – um programa para administração hospitalar que chegou a ser utilizado por sete hospitais no Tocantins. Sua paixão pela tecnologia o levou a graduar-se na área – formou-se aos 22 anos em Sistemas de Informação e, como orador da turma, deixava claro que tinha escolhido a carreira certa.

Mas foi antes mesmo da conclusão da faculdade que uma oportunidade surgiu. Em 2004, uma prima que morava no pequeno município de Piçarra, sudeste do Pará, precisava de internet e recorreu a ele. A vida na pequena cidade era difícil – não havia agência bancária ou casa lotérica, obrigando os moradores a percorrer longas distâncias até o município mais próximo para resolver questões básicas, como sacar o próprio salário. A internet seria a solução perfeita para esse problema. Com a viagem bancada pela prima, seguiu para o Pará cheio de ideias.

Quando chegou deparou-se com algumas dificuldades técnicas, já que pela distância física entre as residências (inicialmente seriam três) seria muito difícil fazer a ligação via cabo. Decidiu então fazer o compartilhamento da rede via rádio e, para isso, era preciso uma torre localizada em um ponto mais alto. Foi quando ele percebeu que a estrutura para atender a demanda da prima seria a mesma necessária para levar a conexão a várias residências. Então, por que não oferecer o serviço para outros clientes? Seria o caso de investir numa internet melhor, com mais qualidade, e vender o serviço.

Como era de se imaginar, a demanda era real, as pessoas precisavam se conectar. Viver fora da web desde essa época, meados dos anos 2000, era estar isolado das transformações que estavam apenas começando no mundo, na maneira de se comunicar, de lidar com a informação e de oferecer ou usufruir de serviços.

Foi necessário fazer um plano de negócios, contendo o cálculo de todo o custo que teria pra montar a estrutura de transmissão e de recepção dos clientes. Levantamento feito, inicialmente seriam necessários 18 usuários para viabilizar o projeto. Peça fundamental, sua prima começou a falar com amigos e comerciantes na cidade e conseguiu mais de 30 clientes para dar start ao projeto.

Estruturar um serviço de provedor de internet à rádio em um município pequeno, zona rural do sudeste do Pará, não foi nada fácil. O sinal de internet via satélite, que era o plano inicial, se mostrou mais complicado que o esperado. O plano B foi colocado em prática – construir uma rede até o município de Araguanã, cerca de 40 km de distância, do outro lado do rio Araguaia (que divide os estado do Pará e do Tocantins), de onde puxaria um link até Piçarra. A ideia era audaciosa e demandaria grandes esforços, incluindo a instalação de uma placa solar na torre ideal para manter o transmissor online.

Tudo ligado. E assim, quando o primeiro computador conectou-se à internet, nasceu a Zap Telecom. É claro que todo o esforço até este momento faz parte do desenvolvimento embrionário da empresa. Mas foi apenas quando alguém conseguiu navegar na rede por meio do sinal oferecido pela Zap, que ela realmente passou a existir – do sonho do menino até a transformação da realidade de pessoas que enfrentavam grandes dificuldades de acesso.

O nome desse menino é Aureliano Arantes, fundador e CEO da Zap Telecom, que chega aos 15 anos em outubro de 2019, desde a primeira instalação em Piçarra. Desde então, a empresa cresceu e ganhou espaço. Quando levou o serviço para Redenção (PA), a Zap Telecom foi a primeira empresa do sul do estado (e uma das primeiras do Brasil) a usar rádio digital no backbone próprio, algo que não era comum entre os provedores na época. Além disso, a empresa entrou no mercado operando na frequência 5.8, quando todos operavam em 2.4 – em linhas gerais, seria como dizer que enquanto os outros provedores operavam em “AM”, ele chegou com sinal “FM”, uma frequência mais alta, que possibilitava a entrega de maiores velocidades e mais estabilidade no circuito.

Visionário, Aureliano continua estudando e pesquisando sobre novas tecnologias em telecomunicações para oferecer sempre a melhor conexão. Em 2012, construiu a primeira rede de fibra óptica do norte do Brasil, elevando a qualidade da internet com planos de altíssima velocidade. Primando sempre pela inovação e a excelência em navegação, a Zap Telecom continua crescendo com o trabalho empenhado de um corpo técnico capacitado e o compromisso com a ética.

Essa história, construída com a ajuda fundamental da família do fundador da Zap (pais, irmãos, esposa e filhos), está apenas começando. Que venham mais 15, 30 ou 50 anos dessa jornada que ainda vai conectar muitos sonhos por aí.

(Nas fotos desse post você vê alguns momentos históricos, como a foto do destaque, que traz Aureliano Arantes em viagem à Piçarra, no Pará, para instalação da primeira torre de transmissão da Zap)

Por Camila Mitye
Equipe Zap

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