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Streaming – a revolução do modo de assistir TV

Há 20 anos, o programa familiar de quase todos os finais de semana incluía uma passada na videolocadora para pegar emprestado os últimos lançamentos do cinema (ou algum filme repetido, se todas as novidades já tivessem sido alugadas). Ao final do filme, enquanto a fita era rebobinada (pra não pagar multa na devolução), alguém diria que “no futuro, não precisaremos ir à locadora buscar os filmes – eles ficarão armazenados dentro da TV, para assistirmos quando quisermos”. Duas décadas depois, o que pode ter sido a imaginação de alguém não só virou realidade, como a ressignificação do modo como utilizamos esse eletrônico que é quase parte da família, a televisão.

A pesquisa ‘Global Media’, realizada pela DEMANDA, empresa brasileira de pesquisas de mercado, mostrou que 37% dos brasileiros gastam a maior parte do tempo na televisão consumindo conteúdo via streaming, maior que a média mundial, que é de 29%. O estudo foi realizado em 15 países, incluindo o Brasil, e monitorou a posse, frequência e utilidade de aparelhos eletrônicos, serviços de streaming e cabo.

A ascensão dos serviços de streaming no mundo é evidente, com o surgimento de cada vez mais plataformas dessa natureza. Além dos já consolidados e famosos serviços disponíveis, como Netflix, HBO GO e Amazon, o ano de 2019 deve ganhar mais dois concorrentes de peso no segmento. A Disney prepara o lançamento de sua plataforma de streaming, a Disney+, com todo seu arsenal que inclui, além do Mickey, Star Wars, Marvel e os títulos da Fox, dona de Os Simpsons, X-Men e Arquivo X. A outra gigante a estrear no ramo é a Apple, que tem intenção de disponibilizar gratuitamente o serviço de streaming de vídeos para sua imensa base ativa de usuários de iPhone – que gira em torno de 700 milhões, calcula-se.

No Brasil, serviços nacionais como a Globoplay (Globo) e o PlayPlus (Record) ganham espaço entre os telespectadores oferecendo conteúdo inédito ou extra, ampliando o que já é oferecido em seus canais na TV aberta. Sinal de que o avanço das novas formas de produção audiovisual no Brasil tem avançado, numa tentativa de acompanhar o mercado internacional.

As videolocadoras já não existem mais – a Blockbuster, que chegou a ter 9 mil lojas de aluguel de VHS e DVD’s só nos Estados Unidos, fechou as portas no Brasil em 2007 e ainda sobreviveu em seu país natal até 2018 – e os cinemas já não operam com salas lotadas como antigamente – dados da Ancine (Agência Nacional do Cinema) mostraram queda de 11,7% de público e 12,2% de renda de 2017 para 2018. Fatos que refletem o comportamento do novo consumidor de entretenimento, que busca conteúdo disponível a qualquer momento, em diversos dispositivos e de maneira personalizada.

Internet

Além de ser responsável pela sua existência, a internet é fundamental para uma experiência satisfatória no serviço de streaming. A Zap Telecom oferece conexão via fibra óptica, que permite maior transferência de dados com mais qualidade e velocidade. Assim, dá pra aproveitar a programação sem que o filme trave na melhor parte.

Camila Mitye
Equipe Zap