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Novos tempos para o consumo de TV por assinatura

Desde a popularização da TV por assinatura no Brasil, nos anos 90, o serviço se expandiu pelo país. Segundo a Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA), de 1994 a 2000, o aumento de assinantes foi de 750%. Mas nos últimos 20 anos a história tem sido um pouco diferente. Com o apogeu dos serviços de streaming, cada vez mais diversificados, a programação televisiva aberta ou por assinatura passa por um novo momento, em que o cliente, ou telespectador, passa a ter mais opções de escolha.

A movimentação do consumidor pode representar um novo momento do setor, baseado na evolução tecnológica que dispensa instalação, antenas e cabos, bastando apenas uma conexão à internet de qualidade. Além disso, os novos modos de consumir TV incluem a programação personalizada, onde o cliente monta sua grade de canais, e a mobilidade de assistir onde e quando quiser por meio de aplicativos para smartphones e tablets.

Os reflexos desta realidade estão nos números publicados pela ABTA: o número total de assinantes de TV por assinatura (nas diferentes tecnologias disponíveis) caiu 23% de 2014 para 2019. Em contrapartida, ainda segundo a associação, as assinaturas de internet banda larga fixa nas tecnologias de cable modem, fibra óptica e HFC feitas através das operadoras de TV paga aumentaram 61%. Ou seja, a procura pela conexão à internet tem mantido o mercado aquecido, especialmente devido aos combos de serviços oferecidos pelas operadoras.

Mas com a evolução da tecnologia, a forma de assistir o conteúdo dos canais de TV por assinatura também tem mudado. Os dados apresentados pela ABTA trazem a quantidade de contratos de TV por assinatura de acordo com a tecnologia oferecida, sendo 50,3% via DTH (“direct to home”, ou direto pra casa, é a modalidade de transmissão de televisão digital via satélite), 43,6% via cabo e 6,1% por outros meios. Neste menor percentual estão incluídas as assinaturas de TV baseadas na internet, que se utilizam da estrutura já estabelecida para oferecer conexão aos usuários.

Fonte: Anatel/ABTA – mês base: Fevereiro/2020

Prova destes novos tempos é o fato da Netflix ter ultrapassado, no primeiro semestre de 2020, o número de assinantes de TV a cabo no Brasil, com 17 milhões de assinaturas contra cerca de 16,5 milhões das operadoras de TV paga, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Ainda assim, esse número representa uma pequena parcela da população brasileira, aproximadamente um quarto dos lares. Ou seja, ainda há muito público para conquistar pela frente.

Por Camila Mitye
Equipe Zap

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