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As tecnologias por trás dos Jogos Olímpicos de Tóquio

Esporte e tecnologia já andam juntos há um bom tempo, numa parceria que tem dado muito certo. O VAR é um belo exemplo disso, a tecnologia de checagem de vídeo teve uma taxa de acerto de 98,4% em seu primeiro ano de utilização, segundo relatório da Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Sem o VAR, essa taxa cai pra 91%. As competições dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, atrasados por um ano por conta da pandemia da Covid-19, trouxeram exemplos de soluções tecnológicas que ultrapassaram tudo que já foi visto antes. Listamos alguns exemplos abaixo.

Performance

Monitorar e calcular a performance dos atletas de alto nível na briga pelas medalhas contou com novos recursos e parcerias com empresas renomadas. Análise de big data e cruzamento de dados já era algo utilizado nos esportes mas nas Olimpíadas de Tóquio algumas inovações trouxeram novas formas de obter informações.

A empresa suíça Omega colocou pequenos sensores nas camisas de todos os atletas para coletar e analisar dados de desempenho nas provas. A tecnologia é capaz de analisar cerca de 2.000 conjuntos de dados, como velocidade e aceleração, por segundo. Outras soluções que utilizam inteligência artificial para analisar a altura dos saltos dos atletas em modalidades como vôlei de praia e ginástica também foram utilizadas pela empresa na competição.

Os espectadores também puderam acompanhar essas performances em tempo real durante a transmissão televisiva. Nas provas de corrida e da natação foi possível conferir a velocidade dos competidores e a comparação entre eles em infográficos ativos.

Arbitragem

Além do VAR, utilizado no futebol olímpico pela primeira vez em Tóquio, outras modalidades esportivas também contaram com tecnologias para auxiliar a arbitragem. Em modalidades onde a diferença entre o primeiro e o segundo colocado pode ser definida por frações de segundo, como o atletismo, contar com alta tecnologia pode fazer a diferença. No tênis, outro exemplo, câmeras de monitoramento da empresa Hawk-Eye Innovations foram utilizadas para captar com precisão milimétrica se a bola caiu dentro ou fora da quadra.

O robô CUE durante sua apresentação (Foto: Comitê Olímpico Internacional / Divulgação)

Robôs, carros autônomos e reconhecimento facial

O micro-ônibus autônomo da Toyota roubaram a cena durante os Jogos. Usados para percorrer rotas definidas (do aeroporto à vila olímpica e entre os ginásios), os cerca de 100 veículos estão prestando o serviço exclusivo para atletas e comissão técnica nas Olimpíadas, mas a ideia é testar o transporte para adotá-lo futuramente na rede pública de Tóquio.

Já os robôs, outro sucesso das Olimpíadas, deram demonstrações de como a robótica é levada a sério no Japão. Os protótipos utilizados nos Jogos vão desde robôs prestadores de serviço como guias que fornecem informações aos visitantes e outros que atuam como “gandulas”, até aqueles dedicados ao entretenimento, como o CUE, também da Toyota, que fez uma exibição no intervalo do jogo de basquete masculino entre Estados Unidos e França. Ele é capaz de acertar o aro com quase 100% de precisão em curtas distâncias e impressionou a todos.

Na triagem de segurança dos atletas, funcionários e outros colaboradores foi utilizada tecnologia de reconhecimento facial, o que garantiu ausência de toque com as mãos, mais agilidade no procedimento e maior eficiência na proteção dos competidores e seus equipamentos.

Transmissão

Transmitir uma Olimpíada para o mundo inteiro sempre foi uma tarefa e tanto para o Comitê Olímpico Internacional. Nos Jogos de Tóquio os estádios e arquibancadas vazias foram um símbolo do enfrentamento da pandemia e, por isso, o público acompanhou à distância cada categoria. Assim, as câmeras e drones de última tecnologia para transmissão ao vivo foram ainda mais necessários, garantindo replays quase instantâneos.

As mais de 9 mil horas de cobertura televisiva durante os 17 dias foi ficaram sob responsabilidade da NHK, emissora japonesa, que utilizou a tecnologia 8k em parte da programação (para quem assistiu no Japão). Para se ter uma ideia da resolução da imagem, são 16 vezes mais pixels do que os que são exibidos em uma TV de resolução Full HD. Além disso, para ampliar a eficiência da transmissão, foram utilizadas soluções de clouding e o 5G. Falando em 5G, uma parceria entre as empresas Cisco, NTT DOCOMO e Intel com o Comitê Olímpico Internacional rendeu uma infraestrutura de rede de internet 5G para os Jogos, que permitiu a conexão dos mais de 40 locais de competição e a Vila dos Atletas.

Na palma da mão

Cliente Zap Telecom curtiu as Olimpíadas mais tecnológicas da história de forma diferente: na palma da mão. Com a ZapTV foi possível acompanhar as competições exibidas nos diversos canais esportivos, noticiários e abertos entre os mais de 60 disponíveis. O app exclusivo da ZapTV está disponível nas lojas de aplicativo para iOS e Android, e a liberação pode ser feita pelo 0800 646 0048.

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